Sábado, 30 de Junho de 2007

o rio Maior - As suas "antigas" maravilhas

Vou referir alguns factos que existiram ao longo da história do rio Maior, de referir que muitas das afirmções que se  vão fazer poderão já não existir actualmente, "com muita pena minha".


Foto antiga das nascentes do rio Maior, nas "Bocas".

O rio Maior

Rio Maior é atravessada pelo rio Maior, que deu o nome à localidade (o seu nome deriva de ser o maior entre os três; rio Maior, Ribeira de Alcobertas e Ribeira de Almoster), pese embora actualmente seja um rio com reduzido caudal e leito. Trata-se de um afluente do rio Tejo, mais propriamente da sua margem direita, com 54 km de curso, 26 dos quais só no canal da Vala de Azambuja.

Este rio nasce num pitoresco sítio denominado «Bocas», um grande desfiladeiro que corta a serra a pique, por onde também passa a estrada Santarém-Peniche, situado a Oeste da cidade de Rio Maior. Neste local realiza-se todos os anos o piquenique do Dia de Bom Verão. Consta que em meados do século XIX, ainda no rio Maior, de Inverno ou em tempos de abundância de águas, navegavam barcos, quase todos á vela ou a remo, que se aproximavam do Tejo para mudar as cargas para outros barcos maiores.


Nascente:

Há anos em que as nascentes no verão chegam a secar, e só depois das chuvas, que se infiltram na serra, voltam a rebentar, quase sempre depois de uma forte trovoada.

Deve-se isso, talvez, a oscilações da serra, que fazem abrir as enormes fendas da grande bacia subterrânea nela existente, arrastando primeiro os lodos, e depois as águas que abastecem o rio durante meses.

 

Recursos:

Quando as águas rebentam trazem sempre grande quantidade de peixe, aparecendo enguias, que são muito saborosas, e barbos de mais dum quilo.

Também o peixe do rio Tejo, designadamente, o sável, sobe o rio Maior, até a Ribeira de São João, e mais não sobe devido aos muitos açudes das azenhas e lagares.

Este rio é essencial para agricultores que têm as suas produções perto das margens do rio, para poderem regar as suas hortas.

 

O rio actualmente:

As margens do rio Maior, são constituídas por sinuosas curvas e cerrada vegetação, formam partes muito engraçadas, onde se pode fazer piqueniques, tomar banho, entre outras coisas fabulosas.

            Ultimamente, durante o principio do Verão, o rio seca totalmente, o que dantes raramente se verificava, o rio nos nossos dias, é muito mal aproveitado pela população de Rio Maior, que já nem sequer se dedica em limpar as partes mais conhecidas e históricas do nosso rio, nem sequer dá ideias á nossa Câmara Municipal para que aproveitem as partes mais conhecidas para construir meses de piquenique, como por exemplo as “bocas”, o “açude” e as “escadinhas”. A maior parte do rio está poluída pelos esgotos, fábricas e industrias pecuárias que aproveitam para despejar toda a porcaria que desejam para dentro do nosso rio, pois ninguém se preocupa com ele.

            Nas Bocas, na 2.ª feira de Pascoela (Pela passagem do descanso semanal da 2ª feira para o domingo, realiza-se actualmente no domingo de Pascoela) dia de Bom Verão, realiza-se todos os anos, uma tradicional romaria onde se reúnem centenas de famílias com os seus farnéis e merendas. Os agrupamentos musicais de Rio Maior, costumam praticamente sempre, tocar para as pessoas que ali estão. Actualmente são os Bombeiros de Rio Maior, que organizam esta festa que se tem perdido ao longo dos anos.

sinto-me:
publicado por JorgeColaco às 12:53
link do post | favorito
De Marco a 15 de Agosto de 2007 às 01:02
Finalmente vejo alguém que se preocupa com o Rio Maior, que está tão abandonado e que em grande parte do seu curso se encontra tao poluido.
No ano de maior seca chamei a atenção de responsaveis camararios de que o perto das nascentes do rio, havia locais mais profundos onde cardumes de peixes tinham ficado retidos em pequenas poças e que precisavam de ser retirados para tanques ou zonas a juzante com mais agua, ou que autotanques dos bombeiros fossem todas as semanas lá por agua para que essas charcas nao secassem. Infelizmente quando recebi resposta positiva da camara municipal, já as charcas tinham secado por completo e os peixes tinham morrido. Ainda retirei alguns exemplares para aquarios que tenho em casa, mas o numero de exemplares acho que nao terá sido o suficiente para permitir o seu repovoamento com sucesso. A verdade é que o rio possuia uma boa população de boga portuguesa (Chondrostoma lusitanicum), uma espécie exclusiva de Portugal e ameaçada. Felizmente encontrei este ano um local num rio afluente (Ribeira de Alcobertas) onde ainda existem alguns cardumes desta espécie, assim como escalos (Squalius pyrenaicus), alguns com mais de um palmo.

Se me quiser contactar pode utilizar o meu mail: marco_arruda1980@hotmail.com
Comentar:
De
  (moderado)
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Este Blog tem comentários moderados

(moderado)
Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres



Copiar caracteres

 



O dono deste Blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

.Sobre o Editor

.pesquisar

 

.Julho 2007

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.Posts Recentes

. Dia do Agricultor Livre -...

. Villa Romana de Rio Maior...

. o rio Maior - As suas "an...

. O Leão de Rio Maior - Rep...

. Villa Romana de Rio Maior...

. Sal Gema das Marinhas do ...

. Rio Maior - "De todas a m...

. Cronologia da História de...

. Pequena História do conce...

.Arquivos

. Julho 2007

. Junho 2007

.tags

. todas as tags

.Ligações

.Fotos de Rio Maior

.participar

. participe neste blog

blogs SAPO

.subscrever feeds