Terça-feira, 26 de Junho de 2007

Villa Romana de Rio Maior I

Situada no limite urbano da cidade de Rio Maior, o acesso directo à estação faz-se através da Rua da Igreja Velha, junto ao cemitério. O local, propriedade da Câmara Municipal, apresenta as coordenadas M: -69222.00 P: -37070.00, da CMP 1/25 000, folha n.0 92, de 1963. Trata-se de uma zona plana, com cotas médias de 62.1 a 63.8, situada a poucos metros a Sul do rio Maior, afluente do Tejo, que separa o burgo moderno da estação arqueológica (Figs. 1 e 2). Nas suas imediações se situava a necrópole medieval e a respectiva basílica. O actual cemitério cobre parcialmente as estruturas arqueológicas, a Sul, evidência comprovada pelos inúmeros materiais cerâmicos que afloram nas sepulturas.

Em 1992, ao proceder a sondagens junto ao cemitério de Rio Maior, o Dr. Carlos Pereira,
Arqueólogo da Câmara Municipal, procurava determinar o real valor do local. Sabia-se da existência de vestígios romanos no local, pelos abundantes materiais de superfície e pela tradição oral, mas nada fazia prever o achado de tantos pavimentos musivos. De facto, nas valas de sondagem que o Dr. Carlos Pereira abriu, pôde constatar a presença sistemática de mosaicos. A sorte sorriu-lhe quando exumou uma estátua em calcário branco representando uma ninfa que a Edilidade orgulhosamente ostenta no átrio da sua Câmara.

A primeira escavação sistemática, a pedido do IPPAR, iniciou-se em 1995 sob a responsabilidade do Dr. José Beleza Moreira. Desde essa data, com parcos recursos financeiros e humanos, as campanhas decorreram ao ritmo de um mês por ano1, até 1999. Os trabalhos arqueológicos permitiram pôr a descoberto um edifício que poderemos classificar como residencial, pertencente certamente a uma villa, ainda que não se tenham detectado de momento outras estruturas complementares (termas, pars rustica, pars fructuaria ou necrópole2) (Fig. 3).

FIG. 3 – Planta da estação arqueológica com implantação dos pavimentos.
FIG. 3 – Planta da estação arqueológica com implantação dos pavimentos.

Texto Retirado de: 31 - A villa romana de Rio Maior - Estudo de mosaicos
Cristina Fernandes de Oliveira
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publicado por JorgeColaco às 01:19
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